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Mostrando postagens de 2018

HABEMUS CORAGEM E LIDERANÇA

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Francisco certamente ocupa um lugar na história contemporânea, desde  Churchill não temos um líder tão diagonal e respeitado. Seu pontificado está marcado na igreja católica como o mais ousado e reformador desde o papa João XXIII.
Desde o momento em que Jorge Mario Bergoglio escolheu o nome de Francisco para seu papado, em 2013, mandou um recado ao mundo. A Igreja Católica, que nos últimos anos havia sido comandada por João Paulo II e Bento XVI, considerados de uma escola moderada, sairia de dentro de si mesma e se abriria para o mundo. Concretamente, isso tem significado ter um Papa que sorri, faz piadas, carrega seus próprios pertences, veste o que há de mais simples – um verdadeiro desafio, quando falamos de um armário recheado de coroas e panos suntuosos –, mas também negocia acordos de paz, como no caso da intermediação que fez entre as Farc e Governo colombiano, e não foge de temas delicados para a Igreja, como divórcio, homossexualidade e machismo.
Três grandes eixos administrati…

QUANDO PERDER É GANHAR

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Não há nada no front da tal "crise de segurança pública do Rio de Janeiro" que justifique uma intervenção federal no Estado, embora o presidente Michel Temer com aval da cúpula do Congresso, decidiu adotar essa medida, que teve sua aprovação com larga maioria esta madrugada no plenário do Congresso.

Essa decisão pode ser considerada mais uma "xepa" política que confirma um final de um mandato pífio e cheio de perturbações jurídicas, apontando mais motivação política do que administrativa. Para o governador Luiz Fernando Pezão, que fez o pedido de intervenção, é uma forma de se livrar de um grande abacaxi. Já para o presidente Michel Temer, a intervenção federal pode mudar o foco no noticiário e reduz o dano do virtual do fracasso da reforma da Previdência.
Para o bem da verdade, o presidente "consumiu" seu capital político em sua própria defesa, ao manobrar duas refutações do Procuradoria Geral da República e em parte para financiar o apoio sobre a reforma …

É PARA LEVAR A SÉRIO?

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Esta pergunta poderia ser feita em qualquer área de atividade humana de uma sociedade quando se tem alguma suspeita de que as "regras" não estão muito claras. Neste texto me refiro aos recentes dados divulgados pelo governo em relação a desaceleração inflacionária, mais precisamente a inflação fechada em 2017.A inflação oficial do Brasil fechou em 2,95%, abaixo do piso da meta fixada pelo governo de 3%.Quem acompanha minimamente o orçamento doméstico sabe que ela é uma ficção, puxada e reconhecida pelos técnicos do Banco Central pelo grupo de alimentos e bebidas, mas...não acompanhada pelos aumentos de preços de botijão de gás (16%), planos de saúde (13,53%), creche (13,23%), gás encanado (11,04%), taxa de água e esgoto (10,52%), ensino médio particular (10,36%), energia elétrica residencial (10,35%) e gasolina (10,32%).
Aí, um colega economista de destaque na mídia lançou um "novo índice"; a inflação da população pobre...pode? É para levar a sério? Creio que seria …