QUANDO PERDER É GANHAR

Não há nada no front da tal "crise de segurança pública do Rio de Janeiro" que justifique uma intervenção federal no Estado, embora o presidente Michel Temer com aval da cúpula do Congresso, decidiu adotar essa medida, que teve sua aprovação com larga maioria esta madrugada no plenário do Congresso.

Essa decisão pode ser considerada mais uma "xepa" política que confirma um final de um mandato pífio e cheio de perturbações jurídicas, apontando mais motivação política do que administrativa. Para o governador Luiz Fernando Pezão, que fez o pedido de intervenção, é uma forma de se livrar de um grande abacaxi. Já para o presidente Michel Temer, a intervenção federal pode mudar o foco no noticiário e reduz o dano do virtual do fracasso da reforma da Previdência.

Para o bem da verdade, o presidente "consumiu" seu capital político em sua própria defesa, ao manobrar duas refutações do Procuradoria Geral da República e em parte para financiar o apoio sobre a reforma da Previdência, que teria a sua hora da verdade na semana que vem.

Os possíveis resultados dessa medida poderia trazer um ganho político no curto prazo, mas a base governista já alertou que seria uma ilusão. Para ser breve e apontar o maior risco disto, basta pensar que a violência do Estado do Rio de Janeiro como de outras grandes capitais está sob controle do crime organizado, sim eu disse "organizado", e para desbarata-lo somente um processo de inteligência teria sucesso a médio e longo prazo, porque aqui força e volume apenas intimida, não resolve.

Além disso, a medida extrapola o Rio de Janeiro, uma vez que a Constituição prevê que, durante uma intervenção federal, não pode haver qualquer alteração constitucional no país. Isso inviabilizaria por exemplo, a Reforma da Previdência, nesse caso a teoria da conspiração aponta para o uso propositado na busca de uma saída honrosa para a derrota caso a mesma fosse a plenário.

Noticia velha não vende...

A recessão tecnicamente acabou com o resultado positivo do PIB, quebrando uma sequencia de dois anos negativos. Embora o IBC-Br seja uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira, ajudando o Banco Central a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic,incluindo informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos,ele foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica, no entanto o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro, o nível de atividade econômica no País continuou a registrar crescimento, de 1,41% em relação a novembro. Esse foi o quarto mês seguido de alta do indicador. O crescimento mensal refere-se ao IBC-Br dessazonalizado, ou seja, ajustado para o período e confirmando o fim da recessão .Muito ou pouco a comemorar?

Depende do ponto de vista, se formos olhar a tendência, é um bom sinal ,se formos olhar as perspectivas, nada mudará com o cenário atual, será apenas mais um" índice solto no ar". O Ministério da Fazenda entendeu o sinal olhando para frente, pois toda recessão "pede" um crescimento consistente, e no caso do Brasil, nada no front além do final de feira de um mandato juridicamente confuso.

O melhor a fazer para quando não temos remédio para o problema, é não aumenta-lo, o famoso perder com sabor de ganhar.

Por hoje é só e que DEUS nos ABENÇOE!




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