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O BRASIL EXPÕE SUAS FERIDAS

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As feridas estão abertas e o Brasil realmente é um país muito vulnerável, que representa riscos claros aos investimentos estrangeiros. Fato este que tem colocado em patamares elevados os riscos de investimentos estruturais e a desvalorização do real frente outras moedas, especialmente o dólar e o euro mostram que o caminho é de saída e não de entrada destes investimentos.
Se não bastassem problemas tangíveis , a sociedade brasileira responde muito mal as mensagens intangíveis a respeito da lógica dos problemas, parecendo não compreender dimensões das escolhas que faz, fato este observado no comportamento da Petrobras em relação aos preços dos combustíveis e dos desdobramentos da Lava Jato em relação as contração da atividade econômica. 
Ainda que tenhamos uma enorme boa vontade de ver uma mudança comportamental ética com a operação anticorrupção da Lava Jato, é inegável o efeito devastador sobre a produção e o emprego, que confirma um ditado antigo que diz que para melhorar, ainda vai p…

QUE BRASIL VOCÊ DESEJA PARA O FUTURO?

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O Brasil certamente se encontra nos trópicos que iluminam o futebol, e não por sua excelência que podia explicar tranquilamente o título funesto e caboclo, mas pelas "vítimas inocentes" que produz. Iluminados por uma paixão colérica, este povo sofrido de todas as raças e credos transpira a energia do futebol 24 horas diárias de norte a sul nesta terra onde o verde é mais verde e os campos tem mais flores. O Brasil que os brasileiros desejam ver no futuro é, no presente, palco de frenesi político , disputas ideológicas com direito a rojões ,passeatas, vigília e tudo isso é claro, com características de final de Copa do Mundo. Sem esquecer é claro dos panelaços para prisões e discursos separatistas entre o bem que conheço e o mal que lhe pertence. Mas isto tem uma explicação no que se refere a futebolização da vida cotidiana brasileira. Ela está no espírito do brasilienses sapiens que buscam o conhecimento cívico nas redes sociais, na forma de extravasar suas decepções e até …

HABEMUS CORAGEM E LIDERANÇA

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Francisco certamente ocupa um lugar na história contemporânea, desde  Churchill não temos um líder tão diagonal e respeitado. Seu pontificado está marcado na igreja católica como o mais ousado e reformador desde o papa João XXIII.
Desde o momento em que Jorge Mario Bergoglio escolheu o nome de Francisco para seu papado, em 2013, mandou um recado ao mundo. A Igreja Católica, que nos últimos anos havia sido comandada por João Paulo II e Bento XVI, considerados de uma escola moderada, sairia de dentro de si mesma e se abriria para o mundo. Concretamente, isso tem significado ter um Papa que sorri, faz piadas, carrega seus próprios pertences, veste o que há de mais simples – um verdadeiro desafio, quando falamos de um armário recheado de coroas e panos suntuosos –, mas também negocia acordos de paz, como no caso da intermediação que fez entre as Farc e Governo colombiano, e não foge de temas delicados para a Igreja, como divórcio, homossexualidade e machismo.
Três grandes eixos administrati…

QUANDO PERDER É GANHAR

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Não há nada no front da tal "crise de segurança pública do Rio de Janeiro" que justifique uma intervenção federal no Estado, embora o presidente Michel Temer com aval da cúpula do Congresso, decidiu adotar essa medida, que teve sua aprovação com larga maioria esta madrugada no plenário do Congresso.

Essa decisão pode ser considerada mais uma "xepa" política que confirma um final de um mandato pífio e cheio de perturbações jurídicas, apontando mais motivação política do que administrativa. Para o governador Luiz Fernando Pezão, que fez o pedido de intervenção, é uma forma de se livrar de um grande abacaxi. Já para o presidente Michel Temer, a intervenção federal pode mudar o foco no noticiário e reduz o dano do virtual do fracasso da reforma da Previdência.
Para o bem da verdade, o presidente "consumiu" seu capital político em sua própria defesa, ao manobrar duas refutações do Procuradoria Geral da República e em parte para financiar o apoio sobre a reforma …

É PARA LEVAR A SÉRIO?

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Esta pergunta poderia ser feita em qualquer área de atividade humana de uma sociedade quando se tem alguma suspeita de que as "regras" não estão muito claras. Neste texto me refiro aos recentes dados divulgados pelo governo em relação a desaceleração inflacionária, mais precisamente a inflação fechada em 2017.A inflação oficial do Brasil fechou em 2,95%, abaixo do piso da meta fixada pelo governo de 3%.Quem acompanha minimamente o orçamento doméstico sabe que ela é uma ficção, puxada e reconhecida pelos técnicos do Banco Central pelo grupo de alimentos e bebidas, mas...não acompanhada pelos aumentos de preços de botijão de gás (16%), planos de saúde (13,53%), creche (13,23%), gás encanado (11,04%), taxa de água e esgoto (10,52%), ensino médio particular (10,36%), energia elétrica residencial (10,35%) e gasolina (10,32%).
Aí, um colega economista de destaque na mídia lançou um "novo índice"; a inflação da população pobre...pode? É para levar a sério? Creio que seria …

MUITO PATO E POUCO ARGUMENTO

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Pensei seriamente em um bom texto para encerrarmos dois mil e dezessete, mas recorrendo a outros  já escritos e anotações pessoais, notei que ao contrário de que desejava, o que encontrei foram outros argumentos muitos ricos em evidências que atestam para o espetacular. Sim ,espetacular mesmo , muito embora não no sentido fantástico, mas no sentido que valha este texto que vos escrevo.
Apesar de parecer pertencer ao lugar comum, hoje provoco meu leitor a tentar entender os resultados alcançados pelas iniciativas do governo e de sua base aliada na busca de recuperar a economia do país e construir a chamada agenda positiva para o crescimento sustentado. 
É importante que não esqueçamos que o governo passou boa parte deste ano de 2017 se defendendo de acusações ,cooptando aliados com dinheiro do orçamento federal para sustentar cargos políticos e imunidade parlamentar. Embora em países minimamente politizados e esclarecidos as pesquisas de popularidade apontem uma direção , aqui ela não d…

APESAR DE VOCÊS...

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Nas ultimas três décadas fomos vitimados por inúmeras crises, as quais raramente ocasionadas por um evento externo ao ambiente político. Em 1985 fomos vitimas de uma série de crises por conta de planos populistas e sem nexo econômico ,iniciado pelo Plano Cruzado, Plano Verão ,Plano Bresser e Plano Collor que culminou com o impeachment do Presidente por corrupção. Em 1997 veio a crise da Ásia, em 1998 da Rússia ,em 1999 a nossa e em 2000 a da Argentina.Nesta sequencia houve uma insistente tese de que uma âncora cambial devia ser mantida mesmo em condições adversas ao movimento de capitais que evitavam o risco de países emergentes.
Em 2005 fomos vitimas da crise do mensalão, por um balcão gigantesco de compra de políticos na "arena" de voto. No primeiro ano do governo Dilma(2010-2014) eclodiu a operação Lava-Jato meio sem querer e desnudou o escarnio corrupto em que estava imerso o Estado brasileiro e que contaminou a reeleição da então presidente culminando com seu impeachmen…