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Último TEXTO

HABEMUS CORAGEM E LIDERANÇA

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Francisco certamente ocupa um lugar na história contemporânea, desde  Churchill não temos um líder tão diagonal e respeitado. Seu pontificado está marcado na igreja católica como o mais ousado e reformador desde o papa João XXIII.
Desde o momento em que Jorge Mario Bergoglio escolheu o nome de Francisco para seu papado, em 2013, mandou um recado ao mundo. A Igreja Católica, que nos últimos anos havia sido comandada por João Paulo II e Bento XVI, considerados de uma escola moderada, sairia de dentro de si mesma e se abriria para o mundo. Concretamente, isso tem significado ter um Papa que sorri, faz piadas, carrega seus próprios pertences, veste o que há de mais simples – um verdadeiro desafio, quando falamos de um armário recheado de coroas e panos suntuosos –, mas também negocia acordos de paz, como no caso da intermediação que fez entre as Farc e Governo colombiano, e não foge de temas delicados para a Igreja, como divórcio, homossexualidade e machismo.
Três grandes eixos administrati…

QUANDO PERDER É GANHAR

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Não há nada no front da tal "crise de segurança pública do Rio de Janeiro" que justifique uma intervenção federal no Estado, embora o presidente Michel Temer com aval da cúpula do Congresso, decidiu adotar essa medida, que teve sua aprovação com larga maioria esta madrugada no plenário do Congresso.

Essa decisão pode ser considerada mais uma "xepa" política que confirma um final de um mandato pífio e cheio de perturbações jurídicas, apontando mais motivação política do que administrativa. Para o governador Luiz Fernando Pezão, que fez o pedido de intervenção, é uma forma de se livrar de um grande abacaxi. Já para o presidente Michel Temer, a intervenção federal pode mudar o foco no noticiário e reduz o dano do virtual do fracasso da reforma da Previdência.
Para o bem da verdade, o presidente "consumiu" seu capital político em sua própria defesa, ao manobrar duas refutações do Procuradoria Geral da República e em parte para financiar o apoio sobre a reforma …

É PARA LEVAR A SÉRIO?

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Esta pergunta poderia ser feita em qualquer área de atividade humana de uma sociedade quando se tem alguma suspeita de que as "regras" não estão muito claras. Neste texto me refiro aos recentes dados divulgados pelo governo em relação a desaceleração inflacionária, mais precisamente a inflação fechada em 2017.A inflação oficial do Brasil fechou em 2,95%, abaixo do piso da meta fixada pelo governo de 3%.Quem acompanha minimamente o orçamento doméstico sabe que ela é uma ficção, puxada e reconhecida pelos técnicos do Banco Central pelo grupo de alimentos e bebidas, mas...não acompanhada pelos aumentos de preços de botijão de gás (16%), planos de saúde (13,53%), creche (13,23%), gás encanado (11,04%), taxa de água e esgoto (10,52%), ensino médio particular (10,36%), energia elétrica residencial (10,35%) e gasolina (10,32%).
Aí, um colega economista de destaque na mídia lançou um "novo índice"; a inflação da população pobre...pode? É para levar a sério? Creio que seria …

MUITO PATO E POUCO ARGUMENTO

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Pensei seriamente em um bom texto para encerrarmos dois mil e dezessete, mas recorrendo a outros  já escritos e anotações pessoais, notei que ao contrário de que desejava, o que encontrei foram outros argumentos muitos ricos em evidências que atestam para o espetacular. Sim ,espetacular mesmo , muito embora não no sentido fantástico, mas no sentido que valha este texto que vos escrevo.
Apesar de parecer pertencer ao lugar comum, hoje provoco meu leitor a tentar entender os resultados alcançados pelas iniciativas do governo e de sua base aliada na busca de recuperar a economia do país e construir a chamada agenda positiva para o crescimento sustentado. 
É importante que não esqueçamos que o governo passou boa parte deste ano de 2017 se defendendo de acusações ,cooptando aliados com dinheiro do orçamento federal para sustentar cargos políticos e imunidade parlamentar. Embora em países minimamente politizados e esclarecidos as pesquisas de popularidade apontem uma direção , aqui ela não d…

APESAR DE VOCÊS...

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Nas ultimas três décadas fomos vitimados por inúmeras crises, as quais raramente ocasionadas por um evento externo ao ambiente político. Em 1985 fomos vitimas de uma série de crises por conta de planos populistas e sem nexo econômico ,iniciado pelo Plano Cruzado, Plano Verão ,Plano Bresser e Plano Collor que culminou com o impeachment do Presidente por corrupção. Em 1997 veio a crise da Ásia, em 1998 da Rússia ,em 1999 a nossa e em 2000 a da Argentina.Nesta sequencia houve uma insistente tese de que uma âncora cambial devia ser mantida mesmo em condições adversas ao movimento de capitais que evitavam o risco de países emergentes.
Em 2005 fomos vitimas da crise do mensalão, por um balcão gigantesco de compra de políticos na "arena" de voto. No primeiro ano do governo Dilma(2010-2014) eclodiu a operação Lava-Jato meio sem querer e desnudou o escarnio corrupto em que estava imerso o Estado brasileiro e que contaminou a reeleição da então presidente culminando com seu impeachmen…

O CÍNICO HÁBITO

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Estamos vivendo o monopólio do cinismo, expressão weberiana ao se referir ao poder coercitivo do Estado sobre a violência .Pois bem, o monopólio do cinismo está hoje no poder político emanado da autoridade régia do cargo, onde no Brasil não é mais possível separarmos o joio do trigo dentre as opções políticas. A  dimensão da banalidade moral talvez seja a medida de uma dimensão moral, propriamente dita, em relação ao sujeito que é desonesto.
Essa dimensão parece que também está muito arraigada entre nós, desconstruindo a verdade, pois nos deparamos facilmente em circunstâncias que seriam negativas do ponto de vista da corrupção, e justificamos isso com algum cinismo. Cito o sujeito que sonega alegando que a carga tributária no Brasil é muito alta, pois bem, quando a gente usa esse argumento é porque perdeu completamente as referências. Se existe algo injusto, o sujeito busca atalhos e aí flertamos na questão da disseminação da corrupção.
Aqui um momento de reflexão a respeito da corrup…

CORAÇÕES,MENTES E A IDOLATRIA

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Quanto nos custou os descaminhos do governo Collor e do governo Dilma? Os dois processos de impedimento foram largamente custeados pelos contribuintes brasileiros e tiveram origem em situações sociais muito parecidas. A idolatria política.
A idolatria política coopta e sequestra as chances de um Brasil melhor resolvido, mais cerebral e menos emocional, um Brasil que pode ir as ruas pedir mudanças sem ter em seu passado domingos de verde amarelo cinzentos, perigosos, representados e inflados por grupos políticos que só queria o poder, apenas isso, urgindo panelaços que embalaram o ridículo político(aliás um livro da  professora Marcia Tiburi).
A política tem sido a obsessão de nosso tempo e, de fato, não conseguimos imaginar uma vida longe de noticiários de corrupção, deputados, leis e campanhas partidárias. Apesar de muitos considerarem o voto um dever cívico respeitável, eis o que realmente ocorre na hora exata do voto: uma pessoa decidindo qual a maneira lhe apraz para extorquir outr…