O MURO DA VERGONHA

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O Brasil vem procurando nos últimos anos construir um muro da vergonha, simbologia imaginária na busca de resgatar alguma dignidade cidadã. Tomando como referência o curto período do processo político-democrático contemporâneo  e olhando como algo que possa separar um Brasil político do antes da Operação Lava Jato e depois, embarcamos numa viagem com destino incerto e previsível.

Em um país afundado na maior crise econômica da História recente , manchado por escândalos de corrupção, a confiança nos políticos é a mais baixa entre todos os 137 países pesquisados pelo Fórum Econômico Mundial, sugerindo em "tese" para uma brutal renovação nas próximas eleições a Presidente, governadores, senadores e deputados.

Mas, muito embora estes eventos fossem sugestivos, um estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) feito em dezembro do ano passado projeta um baixo índice de renovação do Congresso, provavelmente menor que a média de 49% das últimas cinco eleições.E  razões não faltam. 

Para começar, o número de deputados federais tentando se reeleger deve ser recorde(nove em cada dez deputados federais devem concorrer à reeleição),nas disputas nos estados, o quadro não é diferente(dezesseis governadores concorrerão à reeleição, o maior número desde 2006). 

Mas isso tudo tem um grande motivo: manter o foro privilegiado para reduzir a probabilidade de que venham a ser presos por denúncias de corrupção.

Uma matéria publicada no G1 e assinada pelos jornalistas Filipe Matoso e Gustavo Garcia em julho traz uma reportagem com o Cientista político e pesquisador da UnB, Antônio Testa que avaliou a renovação política nestas eleições.Segundo ele deve ser menor do que a verificada em 2014. 

Ainda de acordo com Testa, na eleição daquele ano a Câmara renovou 43% dos parlamentares e neste ano se chegar a 30% "vai ser muito". Os partidos são "controlados por oligarquias", o que explica a decisão de privilegiar quem já tem mandato. 

O modelo privilegia os políticos conhecidos, dando a eles verbas de gabinete, acesso à mídia da Câmara e do Senado, usando todas as facilidades para viajar, para usar suas equipes. Mesmo falando que não usarão, eles usam. Então, é um jogo muito desigual", opina Testa.
 

Resta apenas...

Embora não pareça por conta de todos os controles da mídia e da ficha limpa, o eleitor está e continua "refém" do sistema político-partidário, assistindo debates superficiais com pouco tempo para responder, sem aprofundamento de temas. Os candidatos por sua vez ficam batendo em slogans, frases de efeito, lugares comuns. 

Sinceramente amigos, não vejo o eleitor neste cenário como um ator decisivo, ficando incumbido a ele o único papel que lhe resta: o de votar.

Por hoje é só e que DEUS nos Abençoe! 

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