O BRASIL ATRÁS DAS GRADES


Imagem:Institutoserlivre.com



A crise política que está em pauta desde a operação deflagrada pela Polícia Federal, a conhecida "operação Lava-Jato", mantém a temperatura no limite da fervura no ambiente político. Segundo os fatos apresentados pelas agências de rating, foi também a crise política que arrastou a economia para uma situação de paralisia e desaceleração em todos os fundamentos, atingindo seu ápice nas quedas consecutivas do PIB brasileiro.

Entretanto a crise política, que ja chegou a sugerir para alguns experientes analistas o "apelido" de crise gêmea(política e econômica), parece assumir o papel real de tudo isto que estamos vivendo, uma crise institucional que põe o Brasil no banco dos réus.

O agravamento da crise política parece atingir um grau de letalidade nunca visto até agora.Com a prisão na quarta-feira do líder do governo no Senado, senador Delcídio Amaral (PT-MS) e do prestigiado jovem banqueiro André Esteves do BTG Pactual, ambos acusados de obstruir as investigações da Operação Lava-Jato, gerou a forte repercussão no Senado, levando o presidente da Casa Renan Calheiros ao adiamento para a próxima terça-feira da votação no Congresso da revisão da meta fiscal de 2015.

Muito bem, algum desavisado pode questionar que mal faria mais uma votação adiada em Brasília...só que não...Esta votação não é uma votação qualquer, é a votação para  o ajustamento do orçamento que prevê um déficit de até R$ 120 bilhões.

Paralisia


Nesta última sexta feira, "O GLOBO" publicou uma matéria onde alarma o risco da paralisia institucional caso a votação não ocorra e coloque o governo "no colo" do TCU. O governo tem prazo até amanhã, dia 30, para redigir o último decreto de programação financeira do ano e decidir se adota uma meta que ainda não foi aprovada pelo Congresso, ficando sujeito a sanções do Tribunal de Contas da União (TCU), ou ainda se ajusta o decreto à meta atual, já aprovada pelo Congresso, que é de superávit de R$ 55,3 bilhões, o que exigiria um corte no Orçamento de R$ 107 bilhões. Isso, na prática, não é factível, mesmo com a suspensão de todos os gastos não obrigatórios do governo, o que paralisaria a máquina pública.

Apesar de radical e absurda hipótese, para seguir a recomendação do TCU seria preciso fazer o que alguns técnicos chamam de shut down , ou seja, simplesmente suspender todos os gastos discricionários até o fim do ano. Em tese significaria deixar de fazer, por exemplo, o pagamento de todos os serviços de água, luz, telefone, bolsas do Brasil e no exterior, fiscalização ambiental, do trabalho, da Receita e da Polícia Federal.

É importante recordar que o contingenciamento dessas despesas levaria a graves consequências para a sociedade, com a interrupção da prestação de importantes serviços públicos e da execução de investimentos necessários à manutenção da infraestrutura do País e à retomada do crescimento econômico. Há ainda uma preocupação com o risco de um novo corte obrigar o governo a deixar de cumprir contratos, o que também teria repercussão negativa.

Uma das poucas conclusões que já podemos tirar é que toda prisão efetuada na Lava-Jato agudiza mais nossa crise .Não é só o Senador da República, o Diretor da Petrobras, o Banqueiro André Esteves do BTG Pactual , o Presidente   Marcelo Odebrecht da construtora Odebrecht que estão atrás das grades, o Brasil também. E o Habeas Corpus depende da vontade política de quem também está catatônico com tanta justiça...Justiça seja feita!

Por hoje é só e que DEUS nos Abençoe!





 

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