UM BRASIL PARA BRASILEIROS


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Estamos tratando o Brasil como se aqui fossemos vitima de uma grande tragédia,uma guerra,uma revolução ou ainda um desastre natural sem proporções tangíveis,que devemos reconstruir o país,talvez um exagero pela forma de expressão,mas...

Bem, não é assim que as coisas aconteceram e a sinais concretos de que o Brasil precisa mesmo se ajustar a nós, os brasileiros.O grande movimento de 2015 ainda sem muito alarde foi e continuará sendo em 2016 o inadiável enquadramento nos preços, para baixo, comparados em moeda forte(dólar).Nossa diferença de preços com o resto do mundo é impressionante, desde o simples restaurante até eletrônicos,aqui quase tudo é mais caro.

Pelo índice Big Mac, que mede os preços relativos entre nações que negociam produtos semelhantes, o Brasil vem ocupando o posto do Big Mac mais caro do mundo (hoje, apesar da nossa midi-desvalorização do real recente, ele custa o equivalente Usd 5,90 ante Usd 4,20 nos Estados Unidos). Os automóveis justificam a entrada de marcas com Mercedes e BMW em nosso mercado, pois aqui se vende os modelos equivalentes com margens que na Europa e Estados Unidos seriam impossíveis.Isto segue para celulares, computadores,televisores e até roupa, será que voltamos a 1930, onde tudo trazíamos de fora?Será só problemas estruturais de impostos?


Alguém dirá e razões não faltam começando pelos impostos, uma carga brutal sugando a geração de renda bruta do capital,basicamente concentrada sobre consumo e produção, encarecendo tudo que é feito e comprado aqui.Entretanto impostos não explicam todas as distorções,é preciso lembrar que também as margens de lucro são mais elevadas e em muitos casos dobrando os preços relativos em dólar.Aí você tem um país para turistas estrangeiros, não para brasileiros. 

O velho discurso...


A baixa competição, a burocracia absurda, corrupção, carga tributária elevada, regime tributário complexo, infraestrutura ruim, mão de obra cara e despreparada dificultam a vida das empresas, aumentando o risco de seus investimentos,este vem sendo o discurso vigente neste país há pelo menos três décadas. 

A pergunta que fica para o início de 2016 é:existe alguma agenda para discutir isto seriamente além do debate de pedaladas fiscais e impeachment?Alguma liderança, eu disse alguma, está disposta a chamar a nação para uma discussão de crescimento sem pensar na eleição em 2018? Pois é, se você e tantos outros não encontraram uma resposta, o mercado já encontrou uma saída conveniente;reduzir o tamanho do negócio alegando perda de margem e queda nas vendas. 

A esquerda culpa a ganância dos nossos empresários. A explicação está equivocada. Sim, empresários querem cobrar mais por seus produtos e serviços. Se você pudesse dobrar seu salário, não dobraria?(Esta frase é do colunista Ricardo Amorim, em um artigo de 2014 que cobra uma atitude nesta direção).

Um coisa é certa, este país precisa voltar a ser de brasileiros, os preços continuarão cedendo pois existem em muitos setores uma enorme gordura,e como estas gorduras financiam a expansão de postos de trabalho(sendo minimalista sem culpa), os empresários também continuarão cortando pessoal(custos) até a acomodação real de preços locais em consonância com o poder de compra brasileiro.Pode levar ainda alguns meses para este processo perder força, até lá o Banco Central vai continuar utilizando ferramentas clássicas de política monetária(juros) para combater a inflação de custos vindos do dólar e de insumos de cotação internacional.

Vamos deixar o discurso do coitadinho de lado e assumir que temos preços suiços para brasileiros...o país da piada pronta diria que enquanto temos alguns brasileiros com conta na suíça, a maioria paga a conta com os preços da suíça.

Por hoje é só e que DEUS nos Abençoe!




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