SUPREMA CORTE DA EXCEÇÃO





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A  guerra está instalada entre Supremo e Executivo e quem está sofrendo neste momento são as ações da operação Lava Jato.Não há dúvida para mais ninguém que se formaram dois grupos, o do ministro Edson Fachin e do ministro Gilmar Mendes.

Do outro lado desta guerra, a luta pela própria sobrevivência política com os aliados do então Presidente Temer , que usam e abusam do descumprimento de decisões judiciais e fustigam com frequência o procurador-geral Rodrigo Janot e o relator da Lava-Jato no STF,ministro Edson Fachin. Antes restrita a insinuações maldosas , a discórdia ficou explícita principalmente após a denúncia de que o Planalto teria investigado secretamente Fachin e o Senado, resistido afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato mesmo a mando do STF.


Na prática o que temos assistido é uma ação coordenada de defesa criminal do presidente,com um Congresso submisso ao Planalto e um Supremo sem controle, onde todos os ministros falam, mas não há coesão alguma. Em suma, um governo paralisado na única missão de salvar sua própria pele.O próximo ato deste teatro de horrores será a articulação do Planalto contra a denúncia de Janot junto ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para arquivar o mais rápido possível o processo contra o presidente Temer.

Xadrez político...


Rodrigo Maia cogitou suspender o recesso da Câmara, previsto para começar em 18 de julho para votar a denúncia antes, já que a base aliada tem cerca de 220 deputados(número superior ao mínimo de 172 votos exigido para barrar o procedimento). Neste caso, o plano do governo era de votar logo e esperar que o recesso do Congresso e do Judiciário sirva para baixar a temperatura da crise, no entanto não contava com a mudança de estratégia de Janot, que para manter o Planalto acuado, fatiou a denúncia original ampliando o leque de crimes atribuídos a Temer, incluindo também lavagem de dinheiro. Uma nova acusação permitiu o pedido de pelo menos duas ações penais contra o mandatário.

Como a apreciação da denúncia pela Câmara precisa ser feita em votação nominal, com os deputados declarando sua posição de viva voz no microfone do plenário, o objetivo é constranger os parlamentares diante de uma sucessão de investidas judiciais contra Temer. No Supremo, Janot age em dobradinha com Fachin.

Fogo amigo...

O papel de juiz e acusador causa incômodo no STF, provocando manifestações contrarias de alguns ministros em relação a postura de Fachin e da suposta proteção que ele recebe da presidente da Corte, Cármen Lúcia. São corriqueiros os comentários de que foi ela quem arquitetou a ida de Fachin para a segunda turma do STF, que julga a Lava-Jato, em substituição a Teori Zavascki, morto em janeiro. Fachin também é criticado por tomar decisões com graves consequências políticas sem avisar com antecedência os colegas de toga, como fazia Teori. Um dos críticos contumazes de Fachin é Gilmar Mendes, amigo e conselheiro de Temer, autor do voto que manteve o mandato do presidente em julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Todo esse confronto mostra que não há mais harmonia e independência entre os três poderes, apenas vaidades e conveniências.Por hoje é só e que DEUS nos Abençoe!

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