OS INTERESSES PRIVADOS DO ESTADO


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Apesar do Estado, empreendemos e geramos emprego , diriam os liberais. Um Estado  deve servir ao cidadão, mesmo que este não tenha capacidade de contribuir, diriam os Keynesianos...Afinal, a que Estado servimos?

O fato que menos importa por incrível que possa parecer é qual linha de pensamento econômico o Estado está submetido, não porque de fato não tenha relevância, tem e muita, mas um Estado que "opera" despossuído do poder que emana de sua natural existência, sucumbe e faz sucumbir o mais básico princípio de Montesquieu...a separação dos poderes para garantir a existência da propriedade e a proteção do cidadão.

Cansados ou não da cantilena promovida pela crise endêmica do poder no Brasil, isto não é de fato uma novidade. Desde seu descobrimento, o Estado que supostamente era soberano, flertava com a conspiração e o conflito de interesses.

O loteamento do Estado é mais velho do que parece. Lá atrás eram as capitanias hereditárias e agora as empreiteiras, ainda que por questões de justiça devamos lembrar do seu inicio com a construção de Brasília. E hoje, mais recentemente(últimos 20 anos) esta situação criou outros contornos, representados também por grandes grupos nacionais em áreas de concessão ou de infraestrutura que formaram no ambiente político legislativo uma espécie de “baixo clero” destas empresas amigas do poder, devidamente protegidas e blindadas pelos partidos. Para não perder tempo a respeito de conjecturas, apresento uma informação pública que dimensiona muito bem o problema de loteamento.

Dados publicados em 2016 pela Revista Veja apontam aproximadamente que 40% do que pagamos em impostos são gerenciados pelos partidos que apoiam o Governo, e quando isto foi publicado em 2016, leia-se que a base era formada por partidos que davam suporte a Presidente afastada Dilma Roussef. Os números desta lista dão a dimensão do poder de barganha e do balcão político que vem retalhando o Brasil como segue tal lista por partidos: PR – R$21 bilhões; PT – R$425 bilhões; PMDB – R$420 bilhões; PDT – R$68 bilhões; PP – R$26 bilhões; PCdoB – R$2,4 bilhões; PROS – R$1,3 bilhão; PRB – R$428 milhões. Dependendo do partido, o pedágio a ser pago pelos amigos que ganham as obras ou contratos de prestação de serviços pode superar os 30%.

Agora dá para entender que independente de qual partido se encontra no poder, seja na União, Estados ou Municípios, os cargos públicos de livre nomeação que lá possuem, são disputados acirradamente pelos partidos, pois é aí que está a materialização do loteamento e as possibilidades de multiplicação de caixa e benesses privadas. As delações que escandalizam e provocam o escárnio de uma sociedade saqueada por bufões da velha política, não terá surtido qualquer efeito senão romper com o tráfico de influência dos poderes Executivo e Legislativo sobre o Judiciário.

Esta situação é vista como uma "côrte" de amigos julgando para uma platéia que está distraída pela espetacularização do crime conveniente.

O Brasil dividido nas urnas em 2014 por dois candidatos  ora "procurados" pela justiça é só uma espetacularização do conveniente, pois outra divisão bem mais séria ja está sendo feita com o Brasil á décadas, e que só agora está figurando nos periódicos jornalísticos. Por hoje é só e que DEUS nos Abençoe!



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