A CRISE NÃO DEVE SER MAIOR QUE A ESTRATÉGIA

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Quando enfrentamos dificuldades e as adversidades, indiretamente estamos testando nossas convicções.Na vida pessoal buscamos os chamados conhecimentos tácitos e atávicos que entre outras coisas, se apoiam na ética,valores e visão de mundo, sem esquecer é claro que em tese possuímos outros pilares não menos importantes de conhecimento, como os do campo explícito(aqueles que buscamos ao longo da vida na escola).

A empresa e as corporações em tese usam destes mesmos instrumentos, com enfoque e intensidade diferente nos campos do conhecimento e da sabedoria.Entretanto a empresa não tem vida própria, é um objeto inanimado.Quem dá vida a organização são as pessoas que trabalham lá, compartilhando seus conhecimentos explícitos e tácitos.O que busco com este alinhamento inicial é a importância da inteligência estratégica dentro de qualquer organização em um mundo veloz,digital e conectado pelas redes sociais.

CRISE ou CRISE


É sem dúvida um novo capítulo na vida de qualquer organização, testa as convicções organizacionais e afeta diretamente o elo de ligação entre o comportamento do mercado e as ferramentas corporativas disponíveis.Cuidar deste elo não é uma tarefa fácil e quando as pessoas incumbidas estão sob pressão , agindo para se defender e não para criar oportunidades, temos o que chamamos de destruição da inteligência estratégica.A crise exige que criemos o tempo todo,sem trégua.

A crise pelo qual enfrenta as empresas brasileiras apontam para um diagnóstico de perda de competitividade por conta do afastamento entre o operacional e o estratégico.Pessoas são preparadas em um mundo competitivo para perceber a mudança de direção do vento,e coloca-las para fora da organização é como atirar seu conjunto de ferramentas e sua capacidade de reagir no lixo.Todo potencial corporativo em um mundo digital está apoiado em treinamento,formação acadêmica e programas consolidados de estágio.

O mundo do trabalho hoje busca realizar três coisas fundamentais: propósito,maestria e autonomia.Por aí vemos que recebemos e preparamos pessoas com projetos de carreira em busca de organizações meritocráticas, que premiam resultados e por este motivo incentivam a construção do conhecimento estratégico.E o que vemos geralmente na crise?

Empresas focam exclusivamente no resultado,jogam com instrumentos de combate a incêndio em vez de prevenir o surgimento de faíscas, nenhum incêndio começa grande, todos começam com uma faísca, então qual a estratégia disto? Preocupação com resultado de longo prazo dá lugar ao imediatismo e todo conhecimento vira improvisação.

Alguém vai dizer, não existe milagre na crise...Em parte é verdade,mas se está difícil aplicando a identidade corporativa com toda a capacidade intelectual disponível , pior será quando se abandona o conhecimento e parte para o vale tudo.A empresa como sucesso corporativo não é só venda e resultados financeiros, é muito de antecipar tendência investindo na inovação de serviços e produtos.Somente pessoas preparadas podem mudar o mundo que vive ao seu redor, perceber sutis mudanças...

Se a crise for maior que o planos e horizonte da empresa, muito provável que está instalado algo que conhecemos como "desinteligência estratégica". 

Por hoje é só e que DEUS nos Abençoe!
   

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