A CARA DOS NOVOS DESEMPREGADOS

 
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Em janeiro deste ano a Organização Internacional do Trabalho (OIT) já previa que a taxa de desemprego no Brasil deveria continuar crescendo nos próximos dois anos e atingir 7,1% em 2015 e 7,3% em 2016.Em 2014 o índice de desemprego no Brasil atingiu 6,8%, nos cálculos da organização. Ainda segundo este mesmo relatório (Perspectivas para o emprego e o social no mundo – Tendências para 2015), o desemprego no Brasil também deverá ser de 7,3% em 2017, o mesmo índice do ano anterior.

Por falar em 2014 , o saldo de empregos no comércio paulistano foi o menor dos últimos seis anos segundo pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FECOMÉRCIO SP). Pela primeira vez há mais empresas prevendo a diminuição no quadro de pessoal do que o aumento da equipe. A luz amarela acendeu também para o setor de serviços, uma vez que o Índice que mensura a Confiança do Setor de Serviços da Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou uma queda para a atividade de 5,4%, de janeiro para fevereiro. Na medição, isso representa um total de 93,7 pontos – a pior queda desde novembro de 2009. Nesse setor, segundo a sondagem, também há mais empresas projetando demissões do que admissões.

Outra pesquisa, sim, mais daquelas pesquisas que atestam que o momento não é bom, divulgada pela agência de empregos e negócios Manpower Group mostra que as contratações no primeiro trimestre de 2015 ocorreram em um ritmo modesto. Tais números apontam que apenas 16% das empresas mantiveram suas contratações, 10% anteciparam uma queda em seus quadros e em sua maioria, 71%, mantiveram suas equipes. 


Perfil atual do trabalhador


Entre 2006 e 2013,segundo Ricardo Rocha da Michael Page, havia uma demanda por profissionais em áreas técnicas e nesse período muitos aposentados voltaram à ativa para suprir a demanda. Hoje, o desemprego aumentou, mas ainda não há margem para a substituição de pessoas com mais experiência em determinados postos. Atualmente, estão sendo contratados profissionais que conseguem antever as deficiências e necessidades do mercado. O perfil das contratações definitivamente mudou e continuará mudando em 2015. Isto aponta uma real tendência para a redução de custos e o aumento da eficiência, afetando decisões estratégicas das companhias que represam contratações para analisar quais rumos o mercado tomará. É muito plausível que as empresas continuem priorizando a tal eficiência e a tal redução de custos até que o cenário de recuperação esperado pelo governo para 2016 seja mais factível.

Indo direto ao ponto,neste ultimo mês de abril a taxa de desocupação cresceu mais entre a população jovem de 18 a 24 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A propósito do mês em questão por exemplo, a taxa de desemprego nesta faixa e etária atingiu 16,2%, contra 15,7% em março e 12,0% em abril de 2014. O nível da ocupação é um índice que representa a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar. A redução da população ocupada foi importante entre eles, e provavelmente a inatividade agora está crescendo menos justamente nos grupos etários mais jovens, que estão pressionando o mercado de trabalho. Há tanto uma redução na ocupação (entre os jovens) como também uma maior procura por parte deles, observa o IBGE.


Um olhar nas estatísticas

Esta taxa de desemprego apurada em abril deste ano pelo IBGE, de 6,4%, é a maior desde março de 2011, quando ficou em 6,5%. O resultado ainda se iguala ao observado em abril e maio de 2011, quando a desocupação também ficou em 6,4% da população economicamente ativa. Considerando apenas meses de abril, a taxa de desemprego observada em 2015 é a maior em cinco anos, quando ficou em 7,3%, e igual à de 2011 (6,4%).

A população desocupada que busca trabalho mas não encontra,recebeu um contingente de 384 mil pessoas a mais entre abril de 2014 e o mês retrasado. Isso representa um crescimento de 32,7% na comparação interanual, segundo o órgão.Por outro lado, a população ocupada diminuiu nesse intervalo. A queda foi de 0,7% em abril contra igual mês do ano passado, o que significou um corte de 171 mil postos de trabalho. Houve ainda aumento de 0,9% na população economicamente ativa (+213 mil pessoas) e avanço de 0,4% nos inativos (+70 mil pessoas) nesta mesma comparação.


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O IBGE frisou que o desemprego e a procura por uma ocupação aumentaram em todas as idades, principalmente no grupo de 25 a 49 anos, onde a taxa de desocupação ficou em 5,3% em abril deste ano, contra 5,1% em março e 4,0% em abril de 2014. Houve também aumento entre os brasileiros de 50 anos ou mais. Nessa faixa etária o desemprego ficou em 2,6% em abril deste ano, contra 2,3% em março e 1,7% em abril de 2014.Este movimento pode ser explicado tanto por aposentados que decidem voltar à atividade diante do cenário adverso quanto por pessoas que postergam o processo de aposentadoria.


O outro lado


Já o nível da ocupação ficou em 52,2% em abril, o que significa redução em relação a abril do ano passado (53,0%), segundo o IBGE. Entre os brasileiros de 18 a 24 anos, o nível da ocupação, que era de 56,5% em abril do ano passado, caiu a 53,8% em abril de 2015. Na faixa etária de 25 a 49 anos, a redução foi de 77,8% para 76,8% no período. Entre os homens, o nível da ocupação ficou em 61,2% em abril de 2015, contra 62,6% em igual mês do ano passado. Entre as mulheres, esse indicador ficou praticamente estável: 44,6% contra 44,8% na mesma base de comparação.


Até a próxima pessoal e que DEUS nos Abençoe!

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