PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO APONTA SEU GUARDIÃO

No Brasil as micro e pequenas empresas representam 99% da nossa malha empresarial  e a partir daí com as constantes mudanças e aumentos na competitividade entre essas empresas, é cada vez mais necessário uma política especializada de gestão.A cada dia que passa, o fluxo de informações dentro de uma empresa se multiplica tornando-se mais complexo, exigindo cada vez mais um número maior de dados para auxiliar à tomada de decisões. E essa complexa malha organizacional exige uma demanda cada vez maior de profissionais que consigam ter uma visão ampla.
 
Em nosso país, nove em cada dez empresas são classificadas como micro ou pequena empresa de acordo com o SEBRAE(Sistema Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), as quais absorvem maior contingente de mão de obra em relação as grandes. No entanto muitas dessas empresas não suportam as pressões normais do cotidiano e acabam encerando suas atividades com pouco tempo de vida, aproximadamente 71% das micro e pequenas empresas abertas anualmente no Brasil fecham antes de completar cinco anos, de acordo com dados do SEBRAE.
 
Motivos
 
Empresários indagados a respeito do encerramento das atividades defendem que o principal motivo seria a instabilidade econômica; dificuldade para aquisição de financiamentos, juros altos, queda do poder aquisitivo, etc.Sem dúvidas esse é um motivo de bastante relevância neste ciclo de encerramento das atividades das empresas, mas não é o principal.
 
Em recentes pesquisas realizadas pelo SEBRAE, constatou-se que o principal motivo para o encerramento das atividades das micro e pequenas empresas no Brasil é a falta de planejamento, tanto financeiro como estratégico, e aí espantem-se, não tem tamanho, atingem também as médias empresas.Muitos desses empresários não são preparados para isto e dessa forma a figura do contador passa a ser mais procurada e tem de responder as questões e auxiliar cada vez mais estes empresários.
 
O Guardião surge
 
O tempo avançou e a contabilidade deixou de ser utilizada apenas para regulamentação e registro de fatos passados e passou a ser utilizada como ferramenta de auxílio a administração das organizações.Recentes pesquisas realizadas pelo SEBRAE  que comprovaram que sete em cada dez empresas brasileiras encerraram suas atividades antes dos cinco anos de vida,apontaram falta de planejamento por parte de seus administradores também e inclusive  como uma ação consciente por não dar importância a este tema.
 
A controladoria surgiu no início do século XX nas grandes corporações norte-americanas, com a finalidade de realizar rígido controle de todos os negócios das empresas relacionadas, subsidiárias e filiais. Um significativo número de empresas concorrentes que haviam proliferado a partir da revolução industrial começaram a se fundir no final do século XIX, formando grandes empresas organizadas sob forma de departamentos e divisões, mas com controle centralizado. O crescimento vertical e diversificado desses conglomerados exigia por parte dos acionistas e gestores, um controle na central em relação aos departamentos e divisões que rapidamente se espalhavam nos Estados Unidos e em outros países.
 
Esses três fatores (a verticalização, a diversificação e a expansão geográfica das organizações) e o conseqüente aumento da complexidade de suas atividades, aliados às tendências de descentralização da gestão das empresas, exigiram a ampliação das funções do controller bem como o surgimento desse profissional nas diversas divisões da organização, além  é claro de sua presença na administração central da companhia.
 
Quem é afinal o Controller e suas atribuições
 
Principal executor dos princípios e fundamentos da controladoria ,é quem poderá utilizar-se destes para orientar o empresário a seguir o melhor caminho possível durante o planejamento, execução e controle do planejamento estratégico da empresa.
 
No Brasil, a função do controller emergiu com a instalação das multinacionais norte-americanas no país ,onde profissionais dessas empresas vinham para ensinar as teorias e práticas contábeis aos responsáveis com vistas ao desenvolvimento e implementação de um sistema de informações que fosse capaz de atender aos diferentes tipos de usuários da contabilidade, inclusive para manter um adequado sistema de controle sobre as operações das empresas relacionadas.
 
Inicialmente essa função era ocupada por profissionais ligados à área financeira ou da contabilidade, devido a sua habilidade de trabalhar com informações econômico financeiras além do conhecimento que tinha das áreas operacionais da empresa, por meio das informações geradas pela contabilidade.
 
Com o tempo, esse perfil foi sendo modificado, acompanhando os interesses variados e dinâmicos, seja de acionistas, gestores ou credores e hoje ja temos largamente a utilização do cargo "controller operacional" exercendo em sentido mais amplo o processo decisório da empresa como um todo.
 
Bem pessoal, por hoje é só.
 
Que Deus nos Abençoe e até a próxima!

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