DIA DO TRABALHO PELO MUNDO:SERÁ QUE EXISTE MOTIVOS PARA CELEBRAR?


                                   Foto:Agência UOL

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) em janeiro apontou para um cenário sombrio no relatório anual sobre as tendências mundiais do emprego, no qual denunciava as políticas incoerentes, a começar pela zona euro.O desemprego no mundo vai piorar e deverá ultrapassar o patamar dos 202 milhões este ano, alardeava a OIT.
 
Em pleno 1º de Maio, vejo o emprego como alguem que se refugia do seus irmãos europeus e asiáticos para onde a vida esta por um fio e muitos destes estão sob efeito de fortes medicamentos.Dentre estes, estão os espanhóis,gregos,italianos e portugueses,que já figuram na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) sob o olhar incrédulo daqueles que tentam salvar sua existência.
 
Será mesmo que 2013 poderia comemorar algo nesta data tão importante da classe operária?Será que estamos diante de um cenário de 1929 com alguns recursos pirotécnicos que ludibriam o tamanho desta ferida?O Brasil se "gaba" por ter uma taxa de ocupação do trabalho invejável diante de outros países, mas será mesmo um crescimento robusto ou um crescimento populacional mais lento que propicia um menor desemprego pela não reposição do volume contingencial que se retira do serviço ativo. 
 
A indústria européia castiga a zona do euro
 
O desemprego na Zona Euro atingiu o nível mais alto, chegando a tocar níveis acima dos 12%.Este mal-estar da economia europeia vem da produção industrial que teve em março, mais uma quebra  produtiva importante, e mesmo a Alemanha e a Irlanda, países que tiveram números bastante melhores que os parceiros europeus em fevereiro, voltaram ao declínio.

 
A França  mostra sinais de febre em uma economia doente

O Ministério do Trabalho francês divulgou neste mês de abril que cerca de 40 mil pessoas inscreveram-se nos centros de emprego, só no mês de março. Feitas as contas, mais de três milhões e duzentas mil pessoas estão neste momento à procura de trabalho em solo francês, números estes que superam os níveis de 1997, ano em que o mundo era assolado pela crise do sudeste asiático.
 
Há 23 meses que o desemprego não para de aumentar e o combate ao desemprego da segunda maior potência da zona euro é uma prioridade para o chefe de Estado francês. François Hollande prometeu inverter a tendência até ao final deste ano. Uma tarefa impossível na opinião dos analistas já que não há perspetivas de crescimento da economia.A própria Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Economico(OCDE) prevê que a taxa de desemprego atinja até dezembro os 11 pontos percentuais.

O Banco Central Europeu (BCE) está sob sua pior pressão desde sua criação

O recuo da inflação e subida do desemprego aumentou a pressão para que o Banco Central Europeu (BCE) intervenha esta semana, com um corte nas taxas de juros. A maioria dos analistas espera um corte de 25 pontos base, na reunião de quinta-feira.A taxa de inflação atingiu, em abril, o nível mais baixo em três anos e os preços ao consumidor recuaram 1,2%. Trata-se da maior queda mensal em mais de quatro anos, refletindo a recessão que se prolonga na zona euro.
 
A taxa volta a estar abaixo da meta de 2% fixada pelo BCE, dando à instituição margem de manobra para agir e impulsionar a economia da União Monetária.O BCE esperava uma retomada econômica no segundo semestre, mas os recentes dados sugerem que não ocorrerá isto, a começar pelo desemprego que bateu um novo recorde histórico em março.
 
Segundo o gabinete europeu de estatística, o Eurostat, a zona euro tem 19,2 milhões de pessoas sem trabalho, o que corresponde a uma taxa de 12,1%. Entre os jovens com menos de 25 anos, o desemprego  já é de 24%.
 
Em Portugal a taxa manteve-se nos 17,5%, enquanto o desemprego juvenil subiu para os 38,3%.Mesmo a Alemanha, dá sinais de deterioração econômica, apesar da confiança dos consumidores ter atingido o nível mais alto dos ultimos cinco anos e do desemprego se manter no menor nível das ultimas duas décadas.

No Brasil

A taxa de desemprego brasileiro aumentou ligeiramente no mês passado  para 5,7% ante 5,6 % em fevereiro, mas trata-se da menor nível histórico para março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
 
Tudo isto mostra que temos talvez que parar para refletir a respeito do que comemorar neste 2013, o que temos mesmo é que torcer para que haja um modelo econômico mais distributivo e menos centro-periférico.Ou então só teremos operários na tela famosa de nossa artista Tarsila do Amaral, criada em 1930 ou na obra eternizada por Chaplin em "Tempos Modernos".
 
Por hoje é só e que Deus nos Abençoe!!!!

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