A SUSTENTABILIDADE DEPOIS DO DISCURSO

Preocupação estratégica ou discurso ordinário ?


A sustentabilidade virou tema de revistas semanais, de moda, de culinária, esportiva, de arte...enfim...vem ocupando um lado "perigoso" do discurso bonitinho,ordinário(pois esta na ordem do dia), entretanto cheios de clichês que estão bancando uma industria da fantasia sem limites.
 
Meetings e conferências clássicas como Rio+ 20, Copenhagem dentre outras viraram piadas e foram fontes inesgotáveis de gastos com publicidade mentirosa.Talvez esteja sendo duro demais, mas quando voce percebe atores clássicos da degradação ambiental no "mesmo palanque" de ambientalistas e alguns oportunistas verdes, é para desconfiar do desfecho disto. 
 
Todos nós sabemos que o Brasil foi "empurrado" nesta marcha da sustentabilidade, tendo em sua estrutura fabril uma dezena de companhias de celulose e milhares de curtumes espalhados por todo o território nacional que usam uma quantidade de cromo suficiente para manchar metade do planeta, além de hectares e mais hectares de plantações de fumo no sul do país...agora ficou mais claro a palavra "empurrado"...O Brasil é sem dúvida um ativo ambiental mais importante do planeta e não podemos esquecer disto, mas não justifica uma atuação "conveniente". 
 
Entretanto, diante de tantas coisas suspeitas no Brasil, existem coisas que dão certo neste país e são referência internacional de tecnologia e qualidade.Não somos apenas o país do futebol,do volei,do carnaval e das novelas tipo exportação, existem atividades que deveriam nos orgulhar, principalmente em tempos de desconfiança deste tal discurso de sustentabilidade.Um deles está dentro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) do Governo Federal, o NIT.

NIT - Núcleo de Inteligência Territorial

 
Este projeto que vem sendo elaborado há dois anos é na verdade uma rede de inteligência nacional que vai interligar diversos órgãos do governo por meio da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS), a Embrapa Monitoramento, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos (SP), e instituições acadêmicas como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal de Goiás (UFG). Usando monitoramento e modelagem espacial, teremos intensa troca de informações entre todos para mapearmos as reais necessidades do agronegócio nacional.

Segundo a SAE( Secretaria de Assuntos Estratégicos), neste trabalho existem equipes de geógrafos, técnicos e especialistas no campo monitorando as áreas, coletando informações e imagens há algum tempo e enviando esses dados aos satélites. Isso não começou agora e  já existe um bom banco de dados. Um bom exemplo disto é um geógrafo do Inpe de São José dos Campos,  que acompanhou o Rally da Pecuária(evento organizado pelas consultorias Agroconsult e Bigma) que coletou informações sobre degradação de pastagens em todo o país e serão compiladas e vão compor as estatísticas em um banco de dados que será atualizado todos os anos.
 

O Brasil além do discurso

 
Muito embora já tenhamos um grande conteúdo de informações armazenado e monitorado, segundo o Secretario Arnaldo Carneiro Filho, só á partir de meados de fevereiro ou março de 2013 será oficializada as reuniões com o pessoal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para começar a traçar um diagnóstico mais real das condições do agronegócio nacional e, a partir daí, pensar nos direcionamentos de crédito, nas necessidades reais dos produtores rurais.O foco é alinhar uma elaboração de políticas públicas para todo o agronegócio, mas vale destacar, como prioridade, neste primeiro ano de atividades, a linha de crédito do programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono).
 
Essa linha tem metas claras a serem cumpridas pelo país e segundo o Secretário do SAE, foram detectadas por exemplo, que grandes áreas no Estado do Pará precisam imediatamente do acesso a essa linha, que até então tem sido direcionada mais às regiões não tanto degradadas. É preciso otimizar esse dinheiro, concedê-lo corretamente, para obtermos resultados concretos opina Arnaldo Carneiro Filho.

Razões estratégicas

 
O núcleo foi criado para compilar todas as informações coletadas, em todo o território nacional e em todas as culturas, para depois atender às demandas do Mapa e dos produtores. Trata-se de um diagnóstico real do campo, então, paralelamente ao trabalho de direcionamento do crédito para o programa ABC, o ministério também terá em mãos informações reais sobre as culturas de grãos, de frutas, da pecuária. Todas as informações constarão em uma plataforma digital da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais, o Inde (inde.gov.br), órgão ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Mas, por meio das parcerias com a Embrapa Monitoramento e a Universidade Federal de Goiás, também será possível acessar todas as estatísticas anuais, análises para orientação de manejo, informações sobre a utilização do uso do solo. A sede do núcleo será vizinha ao prédio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Brasília.

A Embrapa Monitoramento tem um banco de dados próprio que pode ser acessado em um portal, o Soma Brasil. O laboratório da Universidade Federal de Minas Gerais também tem um portal, com dados sobre a utilização de uso do solo, o Otimizagro, e o Inpe também tem um banco de dados próprio, mas todos são acessíveis ao público. Segundo Arnaldo Carneiro o núcleo não tem exatamente uma parceria com o Rally da Pecuária e o Rally da Safra, que são projetos das consultorias, mas apoio e troca de informações técnicas que ajudam e trabalham em torno do mesmo objetivo.
 
 
Como podemos ver,não conhecemos os fatos á parte do discurso.Por hoje é só, que DEUS nos Abençoe e até a próxima!

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