O APARTHEID BRASILEIRO NA EDUCAÇÃO

Primeiro é preciso definir a palavra "APARTHEID", uma pronúncia em Africâner(Africa do Sul) que batiza o regime de separação racial em que este país foi submetido entre 1948 e 1994, tendo como fim a eleição do até então exilado Nelson Mandela.

Escolhi este tema para dimensionar o que estamos vivendo agora oficialmente.No ultimo dia 26 de abril foi aprovado por unanimidade(toda unanimidade é burra segundo Nelson Rodrigues), a política de cotas raciais nas universidades públicas brasileiras. A decisão vale para todas as universidades públicas que já usam ou pretendem implantar o sistema.

O nosso APARTHEID

O projeto que garante 20% das vagas para negros e pardos em todos as universidades do Brasil vem gerando forte controvérsia em toda a sociedade. Se de um lado estão aqueles que historicamente foram escravizados e discriminados e que vêem nesta política uma forma de diminuir as desigualdades sociais entre negros e brancos no país, do outro certamente está aqueles que se sentem prejudicados por verem as suas chances de passar no vestibular diminuídas, e injustiçados por sentirem que desta forma estarão pagando por políticas mal elaboradas, que não incluem todos de forma igualitária.Aqui neste caso estamos criticando os "meios" , ainda que os fins seja o objetivo de toda nação democrática que deseja "distribuir bem sua renda" na educação. 

O Rio foi o pioneiro dentre os estados brasileiros a adotar o critério das cotas para negros e pardos. Suas duas universidades estaduais (UERJ, na capital, e UENF, em Campos)já reservam 40% de suas vagas para negros e pardos, o que está causando muita polêmica atá hoje.

Na UNB 20% das vagas do vestibular são para a cota de negros e pardos, fazendo com que estes candidatos concorram entre si. Os aprovados passam por uma entrevista e o que a banca leva em conta "são apenas as características físicas", deixando de lado as condições sociais e econômicas das famílias envolvidas.Hoje, após oito anos ,ja podem ser contabilizados mais de cinco mil alunos beneficiados pela tal cota.

O Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará, (Cedenpa) é uma entidade que se mobiliza contra a discriminação racial e tenta abrir espaço para a população negra no estado do Pará. Segundo a professora Zélia Amador de Deus, uma das fundadoras do movimento negro, dados do IBGE e do Ipea ( Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas) apontam que os negros acumulam desvantagens em todos os setores da vida, seja na questão da moradia, da renda, do trabalho ou da educação.Desvantagens estas que têm sua razão na história da escravidão e que são reforçadas pelo racismo.

Explicando a Política

A criação de cotas para negros e pardos faz parte das chamadas políticas de ação afirmativa, que são políticas que visam ampliar o acesso de minorias a todos o setores sociais. Dentre os principais argumentos que questionam tal ação está a questão da meritocracia, que é a obtenção de algo por merecimento pessoal; a inconstitucionalidade de estabelecer qualquer tipo de discriminação positiva que fere o princípio da igualdade; a impossibilidade de distinguir quem é branco e quem é negro no Brasil, devido à miscigenação de raças; e o fato de que essa medida pode contrariar as políticas de caráter universalistas.

Tentando justificar a Política

Pode-se afirmar que as políticas de cunho universalista não conseguem diminuir as desigualdades. Segundo dados do Ipea, existem 22 milhões de pobres dos quais 60% são constituídos por negros no país.Então se a pobreza tem cor, a miséria tem cor , como é que podemos fugir dessa questão racial, observando os dados que expões a cor a miséria ?

Se aprofundarmos mais a discussão devemos olhar o mercado de trabalho. Quem é que está na direção das empresas? Quem é que está ocupando o papel de mando no país? São os negros?
Mas eles são a maioria pobre no país segundo o Ipea, um organismo de respeito.Então decidimos criar cotas "lá na universidade", depois de 18 anos de péssima qualidade de vida dessas pessoas, expondo-as á um escárnio social.
A política de cotas incendeia o acirramento das relações inter-raciais, aumentando geométricamente a discriminação entre brancos e negros.Estamos mesmo com preguiça de resolver o problema estrutural desta sociedade e resolvemos achar um atalho bem estranho para promover distribuição de renda...

Que DEUS nos abençoe e não desampare estas cabeças que decidem em nosso país.

Até a próxima!

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